Evento do Maio Amarelo na VB3 reúne mais de 80 pessoas

Garagem da operadora abrigou atividade educativa sobre ‘ponto cego’ em ônibus, que contou com a troca de papéis entre condutores de ônibus, motociclistas e ciclistas

A concessionária VB3, que atende o transporte urbano de Campinas, sediou na manhã de hoje, evento do Maio Amarelo que reuniu mais de 80 pessoas e envolveu a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a CCR AutoBan, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (SetCamp) e a Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito.

A ação educativa serviu para alertar ciclistas, motociclistas, pedestres e motoristas do transporte público sobre os ‘pontos cegos’ dos ônibus, isto é, áreas que escapam da visibilidade do condutor e que são importante fator de risco para muitos acidentes. Ao longo do mês de maio, todos os ônibus articulados que operam em Campinas vão receber adesivos em seus ‘pontos cegos’ para alertar os ciclistas, motociclistas e pedestres a estarem sempre atentos quando estiverem próximos dos veículos articulados. Serão três adesivos de cada lado dos veículos com a mensagem: “Atenção! O motorista pode não estar vendo você”. Em etapa posterior, os ônibus convencionais também receberão dois adesivos, sendo um em cada lateral.

Estiveram presentes na ação, João Germano de Oliveira, gerente da VB3 e Heinz Junior, que representou o Grupo Belarmino, do qual a VB3 é integrante.

 

Troca de papéis

Foram realizadas duas atividades que envolviam a troca de papéis entre os condutores, pedestres, ciclistas e motociclistas, para reforçar a empatia entre os diversos segmentos que atuam no trânsito. “Com este tipo de ação, o condutor e o ciclista ou motociclista trocam de lugar e passam a entender melhor como é o papel de cada um, quando estão no trânsito”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing do SetCamp.

Em uma das ações, um grupo de pessoas foi posicionado nas laterais e em frente a um ônibus convencional como se fosse um pedestre, um ciclista, motociclista e um representante dos ciclistas ficou no lugar do motorista do ônibus com os olhos vendados. Retirada a venda, ele tinha que verificar se o ônibus estava livre para sair.

Na visão interna do ônibus, o condutor/ciclista achou que podia movimentar o ônibus com segurança, sem perceber que nenhum dos lados estaria seguro para isto, justamente porque as pessoas ao lado estavam posicionadas nos pontos cegos. Depois, todos os interessados puderam assumir o lugar do condutor na direção do ônibus.

Educadores da Emdec e agentes da Mobilidade Urbana orientaram os participantes desta atividade sobre a importância de manter uma distância segura e reduzir a velocidade.

“No lugar do motorista, eu não vi nenhum risco em sair com o ônibus, pois não tinha visão das pessoas que estavam próximas e pareceu seguro. Como ciclista, quando estou nas ruas, sempre procuro ver a cara do motorista para que ele também me veja”, explica José Antonio de Araújo Ribas, da Associação dos Ciclistas de Campinas Ciclo Ativo, que foi o primeiro a participar da ação.

Na outra atividade, bicicletas foram colocadas em estabilizadores e ficaram como se estivessem trafegando em uma rua, quando um ônibus articulado passava ao lado delas acionando a buzina a uma velocidade de 40 km/h. Nesta atividade, vários motoristas de ônibus ficaram no lugar dos ciclistas, enquanto o ônibus passava ao lado deles.

A ação teve como objetivo uma troca de posições entre motoristas, ciclistas, motociclistas e até pedestres, para que cada um pudesse entender como é estar no lugar do outro, e tenham sempre empatia e ainda mais cuidado no trânsito.